A percepção sobre o uso de inovações digitais na atenção primária à saúde em um município de médio porte no estado do Rio de Janeiro

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DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v17i1.5768

Resumo

A atenção Primária à Saúde (APS) tem sido trabalhada mundialmente desde que se percebeu que o seu avanço levaria à melhora na qualidade vida das pessoas, pensando que suas ações seriam capazes de enfrentar os determinantes sociais do processo saúde adoecimento. Entretanto, seu desenvolvimento dependeu da incorporação de novas tecnologias que respondessem à nova forma de produção de ações de saúde. O objetivo do trabalho é conhecer a percepção dos profissionais de saúde sobre as inovações digitais adotadas na APS, que favoreceram o processo de trabalho multiprofissional. Trata-se de um estudo observacional e exploratório, de natureza qualitativa, desenvolvido em um município de médio porte no estado do Rio de Janeiro. Foram entrevistados nove profissionais de saúde alocados em duas unidades de APS, sendo que a reincidência das respostas foi o parâmetro limitador do grupo de sujeitos, possível em estudos qualitativos. Foi aplicado questionário semiestruturado, com perguntas abertas que permitissem a exposição da opinião dos sujeitos sobre o tema, e o referencial teórico adotado para interpretação dos dados foi a análise de conteúdo. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número CAAE 67654223.3.0000.5290. Durante o processo de análise emergiram duas categorias: as inovações na assistência à saúde, que abrangem o horário de atendimento do usuário, a efetivação do conceito de clínica ampliada, o quantitativo da população adscrita e a acessibilidade; e as inovações digitais, que envolvem a falta de ferramentas de comunicação, o uso do prontuário digital e o teleatendimento. Embora os serviços de saúde tenham adotado inovações em ambas as categorias após a pandemia da Covid-19, no presente estudo, foram apontadas apenas duas inovações na APS: a acessibilidade entre profissionais e usuários e o uso do prontuário eletrônico. Conclui-se que essas duas inovações já estavam presentes nos documentos oficiais da Política Nacional de Atenção Básica, portanto já não são inovadoras atualmente, e o que se esperava como inovação impulsionada pela pandemia e pelo avanço digital, a exemplo do teleatendimento, não esteve presente nas percepções relatadas.

Palavras-Chave: Inovação Em Saúde; Saúde Digital; Atenção Primária à Saúde.

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Biografia do Autor

Lucas Ribeiro Santa Anna, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Discente (Graduação) do Curso de Odontologia do Instituto de Saúde de Nova Friburgo- Universidade Federal Fluminense (UFF), Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Brasil. 

Matheus Santos de Macedo Soares, Universidade de Vassouras

Discente (Graduação) do Curso de Medicina da Universidade de Vassouras, Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil.

Marcos Alex Mendes da Silva, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Docente do Curso de Odontologia do Instituto de Saúde de Nova Friburgo-Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, Brasil.

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Publicado

30-04-2026