Saúde Mental de estudantes universitários negros em tempos de Covid-19: estudo quanti-qualitativo
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v17i1.5475Resumo
O ambiente universitário é atravessado por fatores sociais e desafios específicos de grupos minoritários, como os enfrentados por estudantes negros. Este estudo tem como objetivos mapear projetos de ensino, pesquisa e extensão voltados com estudantes negros em cursos de graduação na área da saúde da Universidade Federal Fluminense e descrever o perfil desses estudantes. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, com abordagem metodológica quanti-qualitativa. A produção dos dados foi realizada por meio de um roteiro para registro documental e um formulário online. Assim, foram analisados 11 projetos sobre saúde mental e coletados dados com 17 estudantes negros da área da saúde da Universidade Federal Fluminense. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer n.º 5.289.582. O mapeamento relevou não haver projetos de ensino, pesquisa ou extensão voltados à saúde mental de estudantes negros da área da saúde. Entre os participantes, predominavam pessoas do sexo feminino, com idade até 30 anos, solteiras e ingressantes na universidade pelo sistema de cotas socio-raciais. Quanto à saúde mental, relataram necessidade de acompanhamento psicológico e avaliaram sua autopromoção em saúde mental como insatisfatória. Conclui-se que há ausência de projetos acadêmicos voltados à saúde mental de estudantes negros da área da saúde, além da limitada produção científica sobre o tema. Os dados evidenciam a necessidade de ampliar estratégias institucionais de promoção da saúde mental, considerando as múltiplas vulnerabilidades enfrentadas por estudantes negros no contexto universitário.
Palavras-Chave: COVID-19; Estudantes de Ciências da Saúde; Negro ou Afro-Americano; Promoção da Saúde; Saúde Mental.
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