Influência do uso de álcool e drogas ilícitas na evolução clínica da tuberculose

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v17i1.5523

Resumo

Introdução: a infecção causada pelo Mycobacterium tuberculosis sobressai como importante causa de morte por um único agente etiológico, principalmente entre as populações vulneráveis. Objetivo: analisar a influência do uso de álcool e drogas ilícitas na evolução clínica da tuberculose (TB). Materiais e Método: revisão integrativa da literatura utilizando-se do método PVO para elaboração da pergunta - “Qual a influência do uso de álcool e drogas ilícitas na evolução clínica dos pacientes com TB?”. A mesma foi confeccionada a partir dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), Medical Subject Headings (MESH) e Embase Subject Heading (Emtree), os quais, combinados pelos operadores booleanos AND e OR, constituíram a expressão de busca nos campos por título, resumo e palavras-chave nas bases de dados PubMed, LILACS, EMBASE, Web of Science e Scopus. Consideraram-se os artigos com texto completo, primários, em português, inglês ou espanhol, no período de 2014 e 2024. Resultados: foram selecionados 48 para leitura e análise na íntegra. Discussão: em sua maioria abordavam a influência do uso de álcool ou drogas ilícitas na adesão ao tratamento, contribuindo com a perda de seguimento, óbito por TB, maior tempo de conversão de culturas, maior percentual de acometimento pulmonar e desenvolvimento da resistência aos antimicrobianos, principalmente entre aqueles com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) ou tabagistas. Considerações finais: o uso de substâncias contribui não apenas na perpetuação da cadeia de transmissão, mas também em desfechos desfavoráveis evitáveis, interferindo na efetivação das ações de vigilância em saúde.

Palavras-Chave: Tuberculose; Alcoolismo; Drogas ilícitas; Resultado do Tratamento; Epidemiologia.

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Biografia do Autor

Mariana Bobato Pulgatti, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Discente (Gradução em Medicina) Universidade Federal de Rondônia - UNIR, Porto Velho, Rondônia, Brasil. 

Rafaele Oliveira Bonfim, Universidade de São Paulo (USP)

Doutoranda (Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública)  Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP),  Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. 

Rebeca Sousa Braga, Universidade de São Paulo (USP)

Doutoranda (Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública)  Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP),  Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. 

Arlindo Gonzaga Branco Junior, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Docente do Curso de Medicina. Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Porto Velho, Rondônia, Brasil. 

Nathalia Halax Orfão, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Docente do Departamento de Saúde Coletiva da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, São Paulo, Brasil. 

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Publicado

30-04-2026