Leishmaniose em felinos domésticos

Autores

  • Paula Gonfinetti Cukier Universidade de Vassouras
  • Bruna de Azevedo Baêta Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Glenda Ribeiro de Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Priscilla Nunes dos Santos Universidade de Vassouras

Resumo

A Leishmaniose visceral (LV) atualmente é endêmica em 76 países, com descrição em 12 países da América Latina incluindo o Brasil. Com início insidioso, a LV é considerada como a forma grave da infecção, e se não tratada, pode evoluir ao óbito em grande parte dos casos. O cão é considerado como o principal reservatório da LV próximo ao homem, no entanto, a infecção já foi identificada em equídeos, felinos e roedores. Até o ano de 2020 foram diagnosticados 42 casos de leishmaniose felina em diferentes regiões do Brasil. Usualmente, felinos são assintomáticos devido sua eficaz resposta imune mediada por células. Frequentemente sintomas em gatos ocorrem em casos de coinfecção por outros agentes e seus sintomas podem ser inespecíficos com lesões que se assemelham com as de doenças como criptococose, esporotricose, lúpus eritematoso e tumores. O diagnóstico laboratorial em felinos envolve exames parasitológicos, moleculares e sorológicos, havendo certas limitações acerca dos exames sorológicos. Não há um protocolo de tratamento instituído para felinos. A prevenção da leishmaniose visceral envolve medidas como uso de coleiras repelentes, inclusão de barreiras físicas contra o vetor e remoção de matéria orgânica do ambiente.

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Publicado

2025-03-18

Edição

Seção

Nota Técnica