Posse responsável e ocorrência de parasitos intestinais em animais de companhia em Vassouras, Rio de Janeiro

Autores

  • Stephanie Esteves Sant'Ana da Silva Universidade de Vassouras
  • Priscilla Nunes dos Santos Universidade de Vassouras

Resumo

Cães e gatos domiciliados podem estar infectados por agentes parasitários com capacidade de infectar os humanos facilmente. A interação entre seres humanos e animais requer o desenvolvimento de atitudes conscientes, tendo em vista que o acometimento por parasitoses está associado ao saneamento básico e más condições de higiene. Portanto, estudos que avaliem o nível de conhecimento da população sobre zoonoses para possibilitar o diagnóstico da situação para a aplicação de condutas educativas, são essenciais. O presente trabalho teve como objetivo identificar e determinar a ocorrência de parasitas intestinais em amostras fecais de cães e gatos domiciliados e sua associação com a posse responsável dos tutores.

Foram participantes do estudo moradores do município e tutores de animais de companhia. As amostras foram submetidas à técnica de sedimentação simples e o método de flutuação. Os cistos, oocistos e ovos de helmintos foram identificados de acordo com suas características descritas na literatura. Foram analisadas amostras em 10 moradias e 1 abrigo dentro do município de Vassouras, considerando as amostras de ambos os locais, as moradias e o abrigo, observou-se que 12.12% (8/66) apresentaram ovos de Toxocara, 15.15% (10/66) de animais positivos para Ancylostoma, 4.55% (3/66) foram positivas para Dipylidium e 1.52% (1/66) para Strongyloides. Utilizando o formulário aplicado no momento das visitas (Tabela 1), foi possível observar que 54,55% (6/11) das localidades visitadas apresentaram a presença de animais que possuíam acesso a rua com o tutor e em 18,18% (2/11) os animais tinham acesso a rua sem o tutor, destacando que 100.0% das localidades que possuíam acesso as ruas sem o tutor apresentaram-se positivas. Observou-se um número elevado de animais positivos nas moradias onde havia acesso a rua sem o tutor, e em uma residência,o animal tinha acesso à rua com o tutor, mas não realizavam a vermifugação periódica. Ademais percebe-se que em outra residência não realizava o controle de ectoparasitas e a mesma apresentou resultado positivo para Dipylidium, evidenciando a falta de posse responsável negligenciando a saúde dos animais. Em consideração aos dados obtidos no presente estudo constatou-se um número elevado de parasitos em animais resgatados das ruas, anteriormente não-domiciliados e animais domiciliados com acesso livre à rua, indicando a importância da posse responsável sobre os animais. Visto que 100.0% dos animais do abrigo eram resgatados das ruas, anteriormente não-domiciliados e 31.43% dos animais das moradias eram semi-domiciliados ou errantes. Portanto, a população está sujeita a infecção, pois os animais do abrigo haviam sido resgatados das ruas da cidade e muitos animais parasitados das moradias possuem livre acesso às ruas. Faz-se necessário a educação em saúde da população e a educação sobre a posse responsável.

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Publicado

2024-12-27