Febre do Nilo Ocidental (VNO) em Equinos e Humanos

Authors

  • Júlia Morelli Jucá Discente do Mestrado em Diagnóstico em Medicina Veterinária, Universidade de Vassouras - RJ
  • Karla Jorge Dantas de Oliveira Discente do Mestrado em Diagnóstico em Medicina Veterinária, Universidade de Vassouras - RJ
  • Marya Eduarda de Souza Silva
  • Maria Fernanda Russo Muniz
  • Mário dos Santos Filho Filho
  • Erica Cristina Rocha Roier Universidade de Vassouras https://orcid.org/0000-0002-1978-9254

Abstract

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma arbovirose causada por um vírus do gênero Flavivírus, transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex. O vírus utiliza aves silvestres como reservatórios, infectando mosquitos que, posteriormente, podem transmitir a infecção para hospedeiros acidentais, como humanos e equinos. O primeiro registro de circulação do VNO no Brasil ocorreu em 2009, quando anticorpos contra o vírus foram detectados em equinos no Pantanal. A infecção é favorecida por fatores ambientais como a presença de matéria orgânica e umidade, que promovem a proliferação dos vetores. Aves migratórias, como os falcões e andorinhas, são reservatórios naturais, sendo as principais responsáveis pela dispersão do vírus entre continentes.  A maioria dos animais e humanos infectados não apresentam sintomas, no entanto, equinos e humanos podem manifestar uma encefalite, especialmente em idosos e imunossuprimidos. Atualmente, não há tratamento específico para a FNO, o que torna a prevenção fundamental. Nos Estados Unidos e na Europa, vacinas para equinos estão disponíveis, entretanto no Brasil ainda não há essa disponibilidade, sendo imprescindível o controle de vetores e a vigilância ativa em áreas de risco. A FNO continua a se espalhar pelo Brasil, representando um risco significativo para a saúde pública e veterinária. 

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Published

2025-06-09

Issue

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Nota Técnica