Revista de Saúde http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS <p>A Revista de Saúde tem como proposta a publicação de artigos científicos originais, estudos de caso, relatos de caso, Ponto de Vista, Panorama Internacional e uma sessão à Beira do Leito, todos voltados a temas relacionados à Medicina Interna, além de Urgência e Emergência Médica, com o objetivo de aumentar a visibilidade da produção científica através da política de <em>Open Access</em> (Acesso Livre), buscando excelência de conteúdo e brevidade no processo de avaliação e publicação, utilizando revisores Ad hoc.</p> <p>e-ISSN 2179-2739</p> Universidade de Vassouras pt-BR Revista de Saúde 2179-2739 <p>No caso de Relatos de Experiência, li os textos abaixo, e estou de acordo, com a política de gerenciamento dos manuscritos publicados neste periódico.</p><ul><li>Orientações dos Atos Normativos do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde-<a href="http://conselho.saude.gov.br/legislacao/index.htm" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/legislacao/index.htm</a></li><li>A Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98) - Ministério da Cultura - <a href="http://www2.cultura.gov.br/site/2008/02/02/lei-no-9610-de-19-de-fevereiro-de-1998/">http://www2.cultura.gov.br/site/2008/02/02/lei-no-9610-de-19-de-fevereiro-de-1998/</a></li><li>Orientações do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal do Ministério de Ciência e Tecnologia -<a href="http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/310555/Legislacao.html" target="_blank">http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/310555/Legislacao.html</a></li><li>Ética e publicação de relatos de caso individuais. Revista Brasileira de Psiquiatria • vol. 32 • nº 1 • Mar 2010</li></ul> Expediente V11 N2 http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2594 <p>Expediente V11 N2</p> Editora das Revistas da Universidade de Vassouras Copyright (c) 2020 Editora das Revistas da Universidade de Vassouras https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-15 2020-12-15 11 2 Editorial V11 N2 http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2595 <p>Editorial V11 N2</p> Editora das Revistas da Universidade de Vassouras Copyright (c) 2020 Editora das Revistas da Universidade de Vassouras https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-15 2020-12-15 11 2 1 1 Avaliação do autoconhecimento de fatores de risco cardiovascular segundo os grupos socio-organizacionais urbano e rural de um município do Rio de Janeiro http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2242 <p>O aumento da expectativa de vida mundial e ocidentalização contribuíram para o aumento da prevalência de doenças cardiovasculares (DCV) e, diferentes dinâmicas entre áreas rurais e urbanas, podem ter impacto na prevenção primária. A prevalência e autoconhecimento dos fatores de risco (FR) para DCV nas populações de zona rural (ZR) e zona urbana periférica (ZUP) de uma cidade brasileira foram avaliados e comparados. Estudo observacional e transversal entre 2017-2019 com aplicação de questionário anônimo. Total 291 indivíduos, 88 na ZR e 203 na ZUP sendo variáveis avaliadas, respectivamente: média idade 56 e 45 anos; 59% e 64% mulheres; 23,9% e 20,7% ex-fumantes; 13,6% e 20,7% fumantes; 51% e 39,9% afirmaram PA&gt;120/80mmHg com 17% e 23,6% afirmarando hipertensão; 78,4% e 75,4% mediram colesterolemia; 26,1% e 15,8% relataram hipercolesterolemia, medicados em 21,6% e 8,4%; 13,6% e 14,2% glicemia ≥126 mg/dL ou diabetes mellitus; média de IMC 28 e 27; história familiar parente primeiro grau masculino 25% e 15,8% e feminino 15,9% e 18,2%; 3,4% e 10,3% IAM prévio; 43,2% e 56,7% cansaço; 19,3% e 36,9% palpitação; 26,1% e 34,8%&nbsp; dispneia; 11,4% e 13,8% desmaio; 44,31% e 47,8% claudicação; 19,3% e 20,7% dor torácica aos esforços e repouso 11,4% e 13,8%; 27,3% e 23,1% acompanhamento com cardiologista; estresse muito frequente 22,7% e 36,9%. Evidente prevalência e desconhecimento de FR em ambos os grupos, sendo mais evidentes na ZR, apesar do histórico pessoal e tsintomas erem sido mais evidentes na ZUP. A prevenção primária deve ser permanentemente incentivada em ambas as comunidades.</p> Raul Ferreira de Souza Machado Caio Teixeira dos Santos João Paulo Brum Paes Sara Cristine Marques dos Santos Thaís Lemos de Souza Macêdo Ivana Picone Borges de Aragão Copyright (c) 2020 Raul Ferreira de Souza Machado, Caio Teixeira dos Santos, João Paulo Brum Paes, Sara Cristine Marques dos Santos, Thaís Lemos de Souza Macêdo, Ivana Picone Borges de Aragão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 2 9 10.21727/rs.v11i1.2242 Estudo retrospectivo das internações hospitalares por pneumonia x cobertura vacinal para influenza a em pessoas acima de 60 anos de idade, no período de 2017 e 2018 no município de Vassouras http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2323 <p>A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, com alta tendência a se disseminar, devido à sua facilidade de transmissão via secreções respiratórias. A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção do trato respiratório inferior, constituindo a principal causa de mortalidade do mundo, e com o advento dos testes moleculares na prática clínica, os vírus vêm ganhando destaque como agentes etiológicos, o que tradicionalmente era entendido como uma PAC de menor gravidade, após a epidemia de influenza A H1N1 em 2009, essa assertiva sofreu uma mudança significante. Este estudo é do tipo observacional transversal e retrospectivo, com análises bibliográficas e levantamento de dados com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, objetivando comparar a taxa de internação hospitalar por pneumonia em idosos, e a cobertura vacinal contra a gripe H1N1 no município de Vassouras - RJ, de forma a analisar se a vacina está causando impacto na saúde. Os resultados fortalecem a hipótese de que a cobertura vacinal contra a gripe H1N1 tem relação direta na internação hospitalar de idosos por pneumonia no município de Vassouras – RJ, e consequentemente, maiores gastos com a saúde pública.</p> Milena Dias Cabral Sebastião Jorge da Cunha Gonçalves Copyright (c) 2020 Milena Dias Cabral, Sebastião Jorge da Cunha Gonçalves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 10 14 10.21727/rs.v11i1.2323 Calibração de Esfigmomanômetros: um levantamento a respeito do conhecimento de estudantes de medicina http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2360 <p>A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada da pressão arterial (PA). A aferição correta da medida da PA é assegurada pelas condições adequadas de funcionamento do esfigmomanômetro e pelo emprego da técnica correta. O presente teve como objetivo avaliar as condições de uso dos aparelhos de medida da PA e evidenciar o nível de conhecimento técnico a respeito do assunto no meio acadêmico de uma universidade privada do estado do Rio de Janeiro. Realizou-se um estudo observacional-transversal de prevalência através de questionário online, entrevistando 432 estudantes do 1° ao 12° período que responderam a 9 perguntas múltipla escolha sobre condições de uso e manutenção dos aparelhos. Sobre o ano em que adquiriam o esfigmomanômetro, 416 alunos (96,2%) responderam se lembrar do ano de compra; sobre a manutenção do aparelho, 389 alunos (90%) responderam que, desde que o adquiriram, este não foi calibrado.&nbsp; Questionados sobre orientações quanto à necessidade de calibração, 264 estudantes (61,1%) disseram nunca ter sido orientados, enquanto 168 (38,9%) disseram já ter recebido essa orientação. No que tange aos possíveis impactos da não calibração, 181 (41,9%) afirmaram conhecimento e 251 (58,1%) disseram não saber dos impactos relacionados ao uso de aparelhos descalibrados. Constatou-se a necessidade de que sejam inseridos, nos ambientes estudantis e hospitalares, alertas e estratégias para manutenção a longo prazo desses aparelhos, a fim de que os critérios estabelecidos pelo INMETRO sejam cumpridos.</p> Frederico Antonio Rabelo Tadeu Florido José Gama Caio Teixeira dos Santos Raul Ferreira de Souza Machado Lívia Maria Horta Rodrigues Marise Maleck Copyright (c) 2020 Frederico Antonio Rabelo, Tadeu Florido José Gama , Caio Teixeira dos Santos, Raul Ferreira de Souza Machado, Lívia Maria Horta Rodrigues, Marise Maleck https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 15 19 10.21727/rs.v11i1.2360 Uso de Novos Anticoagulantes em pacientes com Fibrilação Atrial http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2229 <p>A fibrilação atrial apresenta como complicação a ocorrência de eventos tromboembólicos, sendo necessária, como forma de prevenção, a implementação de anticoagulantes no tratamento desse grupo de pacientes. Porém, o grande desafio atualmente é buscar uma terapia que traga benefícios, diminuindo o risco de eventos isquêmicos, mas que também evolua com baixo risco de eventos adversos, sendo o principal deles o sangramento, especialmente em populações de alto risco, como idosos, portadores de FA associada à Doença renal crônica em estágio terminal e pacientes com associação entre FA e coronariopatias. Novos estudos surgiram com o objetivo de avaliar a eficácia dos novos anticoagulantes não inibidores de vitamina K, como Dabigatrana, Rivaroxabana e Apixabana, tendo em vista a dificuldade do controle desses pacientes com a Varfarina, atual terapia padrão. É importante frisar que apesar da busca por diminuição de sua incidência, sangramentos importantes podem eventualmente surgir, sendo recomendadas ações de suporte básico de vida, e posterior avaliação, não só quanto a interrupção da terapia anticoagulante, mas também reversão de seu efeito, a partir do uso de drogas antagonistas, como Idarucizumab e Andexanet-alfa.</p> Carlos Eduardo Rocha Pinto Eduarda Teodoro Bueno Tales Sousa Coutinho Ferreira Pires Breno Souza Brito Paulo Víctor Innocencio Póvoa de Castro Bruno Cezario Costa Reis Copyright (c) 2020 Carlos Eduardo Rocha Pinto, Eduarda Teodoro Bueno, Tales Sousa Coutinho Ferreira Pires , Breno Souza Brito , Paulo Víctor Innocencio Póvoa de Castro , Bruno Cezario Costa Reis https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-10 2020-12-10 11 2 20 24 10.21727/rs.v11i1.2229 Pneumonia Necrotizante em Pré- escolar: relato de caso http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2341 <p>A pneumonia necrotizante é uma complicação rara da forma comunitária com uma fisiopatologia ainda mal definida. Apesar de ser uma condição rara e grave, os pacientes pediátricos tendem a responder bem à pneumonia necrotizante, muitas vezes obtendo remissão do quadro apenas com terapia clínica. Na faixa etária pediátrica a epidemiologia da pneumonia necrotizante está vinculada a casos que acometem crianças pequenas, mesmo que previamente saudáveis e sem os fatores de risco associados<sup> 1,2</sup>O objetivo desse artigo é relatar um caso de pneumonia comunitária associada a derrame pleural e broncoespasmo em pré-escolar que teve evolução desfavorável para pneumonia necrotizante e correlacionar com pesquisas nas bases de dados do Scielo e pubMed.</p> <p>Palavras-chave: Pneumonia necrotizante; Abscesso pulmonar; Crianças.</p> Ana Carolina Monteiro Pereira da Silva Karolyne Stivanin Fraga Letícia Maria Maia de Carvalho Christianne Terra de Oliveira Azevedo Copyright (c) 2020 Ana Carolina Monteiro Pereira da Silva, Karolyne Stivanin Fraga, Letícia Maria Maia de Carvalho, Christianne Terra de Oliveira Azevedo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-14 2020-12-14 11 2 25 28 10.21727/rs.v11i1.2341 Disostose Cleidocraniana: relato de caso em lactente http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2370 <p>A Disostose Cleidocraniana é uma doença rara do tecido ósseo, a qual possui um padrão de herança genética autossômica dominante. Suas principais alterações são aplasia e hipoplasia clavicular, atraso no fechamento de suturas e fontanelas, presença de dentes supranumerários e retardo na erupção dos dentes permanentes. Essas alterações afetam negativamente a qualidade de vida de seus portadores por acarretarem danos à estética facial e corporal, à fonação e função mastigatória. Este artigo tem o objetivo de apresentar o caso de uma lactente portadora de Disostose Cleidocraniana, analisando suas características clínicas e radiológicas de acordo com a literatura existente, apresentando ainda os possíveis tratamentos envolvidos no manejo da patologia. Lactente&nbsp;de 6 meses de idade,&nbsp;sexo&nbsp;feminino,&nbsp;cor&nbsp;branca, foi&nbsp;levada por sua mãe&nbsp;para consulta de puericultura. Apresenta histórico familiar para Disostose Cleidocraniana pelo lado materno, sendo que mãe, avó e tio são portadores da doença.&nbsp;Ao exame físico foram observados achados sugestivos de&nbsp;aplasia bilateral clavicular, hipertelorismo mamilar&nbsp;e microretrognatia.&nbsp;As fontanelas anterior e posterior encontravam-se abertas. Baseado no quadro clínico e histórico familiar, foi levantada a hipótese diagnóstica de Disostose Cleidocraniana.&nbsp;Ainda na consulta, a mãe apresentou uma radiografia de tórax da lactente, a qual confirmou a aplasia bilateral clavicular. Os dados clínicos e radiológicos atrelados ao&nbsp;histórico familiar positivo confirmaram&nbsp;a hipótese diagnóstica&nbsp;de Disostose Cleidocraniana. O diagnóstico e intervenção precoces possibilitam a promoção de um melhor desenvolvimento funcional e estético e uma melhor qualidade de vida para o paciente evitando possíveis sequelas funcionais, sociais e psicológicas.</p> Paulo Víctor Innocencio Póvoa de Castro João Pedro Innocencio de Castro Carlos Eduardo Rocha Pinto Breno Souza Brito Christianne Terra de Oliveira Azevedo Copyright (c) 2020 Paulo Víctor Innocencio Póvoa de Castro; João Pedro Innocencio de Castro; Carlos Eduardo Rocha Pinto, Breno Souza Brito, Christianne Terra de Oliveira Azevedo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 29 32 10.21727/rs.v11i1.2370 Endocardite infecciosa em cabo de marcapasso por Enterobacter cloacae: relato de caso http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2372 <p>A endocardite infecciosa (EI) é um desafio diagnóstico para a prática médica devido aos seus sinais e sintomas inespecíficos, principalmente, se for endocardite infecciosa sobre dispositivos cardíacos (EIDC) que corresponde a 10% dos casos de EI. &nbsp;Os microrganismos mais prevalentes, na EIDC, são <em>Staphylococcus aureus</em> e estafilococos coagulase-negativa (CoNS). A presença de bactérias Gram-negativas, como Enterobacteriaceae, representa 1,8% dos casos de EI, e está relacionada à infecção hospitalar e pior prognóstico. O diagnóstico e o tratamento precoce estão relacionados à melhor prognóstico. O tratamento da EIDC é cirúrgico associado à antibioticoterapia, assim como no caso da EI por bactérias Gram-negativas. O objetivo desse estudo foi descrever o caso de EI no cabo do marcapasso, um dispositivo cardíaco, por uma bactéria Gram-negativa, sem história recente de internação hospitalar ou cirurgias. Paciente do sexo masculino, 66 anos, portador de tubo valvado aórtico e marcapasso definitivo, deu entrada no hospital com queixa de febre alta persistente associada à tosse seca com duração de um mês, em uso de antibiótico. Foi realizada a ecocardiografia transesofágica, que sugeriu o diagnóstico de EIDC. O paciente foi internado, foi realizada a antibioticoterapia por um longo período e, posteriormente, foi necessária a extração do dispositivo cardíaco. A suspeita clínica de EI em pacientes com sintomas inespecíficos associados a fatores de riscos, como uso de dispositivos cardíacos, é essencial para o diagnóstico. A terapêutica adequada precoce está relacionada à melhor prognóstico.</p> Pietra Moreira Vieira Louise Moreira Vieira Thaís Lemos de Souza Macêdo Ivana Picone Borges de Aragão Copyright (c) 2020 Pietra Moreira Vieira, Louise Moreira Vieira, Thaís Lemos de Souza Macêdo, Ivana Picone Borges de Aragão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 33 38 10.21727/rs.v11i1.2372 Endometriose: epidemiologia nacional dos últimos 5 anos http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2427 <p>Endometriose é a presença de glândula e/ou estroma endometrial fora da cavidade uterina, cujos sintomas ocorrem principalmente durante o período menstrual, podendo ocasionar recorrentes internações hospitalares. Objetivou-se descrever como a endometriose e suas variáveis se comportaram na população brasileira entre os anos de 2015 e 2019. Foi realizado um estudo retrospectivo e descritivo através de informações disponíveis no DATASUS, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019, sobre as internações, distribuição geográfica, faixa etária, cor, número de óbitos, taxa de mortalidade, tempo médio de internação, caráter de atendimento, valor dos serviços hospitalares, valor total e valor médio de internação. No período analisado, houve um total de 59.946 internações devido à endometriose, com a região Sudeste (25.618 casos) apresentando o maior número de casos, enquanto a Norte foi a que apresentou menos internações (3.464). A faixa etária com maior quantidade de casos foi entre 40 a 49 anos (24.923), seguida por 30 a 39 anos (14.785). No que se refere à cor, 23.129 pacientes se declararam brancas, sendo a maioria. Ademais, 72,83% dos atendimentos foram de caráter de eletivo e 27,17% foram urgentes, tendo ocorrido 92 óbitos. A taxa média de permanência nacional foi de 2,4 dias, havendo um custo de serviços hospitalares por endometriose de R$29.436.373,80. Em suma, a endometriose possui alta incidência no Brasil, principalmente nas mulheres brancas, entre 30 e 49 anos. Outrossim, apesar de ser uma doença benigna, causa prejuízos a qualidade de vida das pacientes, sendo importante haver um diagnóstico precoce da mesma.</p> Dara Galo Marques Salomé Anne Caroline Barbosa Pires Braga Thaís Moreira Lara Oswaldo Aparecido Caetano Copyright (c) 2020 Dara Galo Marques Salomé, Anne Caroline Barbosa Pires Braga, Thaís Moreira Lara, Oswaldo Aparecido Caetano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 39 43 10.21727/rs.v11i1.2427 Análise dos Aspectos Epidemiológicos da Sepse e da Potencial Influência da Publicação do Consenso Sepsis-3 na sua Mortalidade no Território Brasileiro http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2376 <p>A sepse é uma relevante afecção do ambiente de terapia intensiva, de grande importância devido a sua considerável incidência e elevada morbimortalidade. Em 2016, foi publicado o 3º Consenso Internacional de Definições para Sepse e Choque Séptico, que modificou diversos aspectos da doença, desde seu conceito e aspectos diagnósticos até conduta terapêutica. O objetivo do presente estudo foi analisar aspectos epidemiológicos da sepse e buscar a identificação mudanças no padrão de internações e mortalidade após a publicação das diretrizes em questão. Foi realizado um estudo descritivo, observacional e transversal com base em dados obtidos no SIH/DATASUS. Os pacientes eram majoritariamente homens brancos ou pardos, idosos, internados em caráter de urgência em regime público. A taxa de mortalidade no período foi de 44,48 óbitos/100 casos, e se mostrou maior em faixas etárias mais avançadas e na população feminina, e menor entre pacientes indígenas em comparação aos outros grupos étnicos, entre pacientes internados caráter eletivo e no regime privado. A taxa de mortalidade no país foi maior na faixa temporal após a publicação do estudo, quando comparado com o período antes dele (p? 0,01), sugerindo uma elevação da mortalidade após a publicação do consenso. Entretanto esse achado variou de acordo com estado, região e faixa etária analisados. Em suma, visto os resultados conflitantes apresentados, é nítida a necessidade de estudos mais aprofundados e descentralizados sobre a questão, a fim de elucidar mais claramente os pormenores do impacto da publicação do consenso na mortalidade da Sepse no território brasileiro.</p> Giovanna Vidal Belo Gustavo Luiz Guilherme Gaspar Luciano da Silva Lima Copyright (c) 2020 Giovanna Vidal Belo, Gustavo Luiz Guilherme Gaspar, Luciano da Silva Lima https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-14 2020-12-14 11 2 44 48 10.21727/rs.v11i1.2376 Análise epidemiológica comparativa entre sífilis congênita e outras sífilis no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2233 <p>A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que afeta grande parte da população sexualmente ativa sendo de fácil diagnóstico e tratamento. Ela apresenta diferentes formas de transmissão e de apresentação, tendo sido separada, no caso desse estudo, em sífilis congênita e outras sífilis. O número de casos dessa doença vem aumentando em quantidade e modificando seu padrão de acometimento ao longo dos anos, afetando tanto pacientes mais jovens quanto mais idosos e fazendo, assim, com que seja relevante analisar um panorama epidemiológico dessa patologia no estado do Rio de Janeiro.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Juliana Lopes Dias Rafael Spagnol Catharina Costa Eduarda Gomes Felipe Teixeira Freitas Bruno Cezario Costa Reis Copyright (c) 2020 Juliana Lopes Dias, Rafael Spagnol , Catharina Costa, Eduarda Gomes, Felipe Teixeira Freitas, Bruno Cezario Costa Reis https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 49 54 10.21727/rs.v11i1.2233 A imagética motora no desempenho funcional de pacientes com Esclerose Múltipla: revisão de literatura http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2322 <p>A Esclerose Múltipla é uma doença neurodegenerativa incapacitante oriundas de danos ao Sistema Nervoso Central. Entre os sinais e sintomas destacam-se os comprometimentos motores, sensoriais e emocionais que interferem negativamente na qualidade de vida desses pacientes. A Imagética Motora é uma terapia usada através da simulação mental do ato motor capaz de promover alterações neurofisiológicas e melhorar o desempenho funcional. O objetivo desta revisão é verificar o efeito da imagética motora no desempenho funcional de pacientes com esclerose múltipla. Dessa forma, realizou-se uma busca nas bases e banco de dados Pubmed, PEDro, Scopus e Web of Science utilizando os descritores “<em>motor imagery” AND “multiple sclerosis” AND “ functionality”. </em>estipulando critérios de inclusão e de qualidades metodológicas. &nbsp;No total 5 artigos foram incluídos e compuseram a análise da revisão. Os resultados evidenciaram melhoras significativas na marcha, equilíbrio, qualidade da caminhada, fadiga e qualidade de vida desses pacientes. Conclui-se então que a imagética motora é uma intervenção eficaz na reabilitação funcional de pacientes acometidos pela Esclerose Múltipla.</p> Tassiane Maria Alves Pereira Letícia de Sousa Vidal Marco Orsini Janaina Silva Copyright (c) 2020 Tassiane Maria Alves Pereira, Letícia de Sousa Vidal, Marco Orsini, JANAINA SILVA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 55 59 10.21727/rs.v11i1.2322 Distúrbio alimentar, compulsivo e afetivo: uma revisão bibliográfica acerca da associação http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2310 <p>Os distúrbios alimentares se enquadram em grupo de condições clínicas entre elas, a compulsão alimentar, bulimia e anorexia. Já entre os distúrbios compulsivos, o dimorfismo corporal configura uma de suas apresentações. No âmbito dos distúrbios afetivos são identificados a ansiedade e depressão. Do ponto de vista epidemiológico, os distúrbios alimentares vêm recebendo grande importância, havendo aumento do interesse pelo tema, o que contribuiu para as crescentes pesquisas, na tentativa de se estabelecer os critérios diagnósticos dos transtornos alimentares nas últimas décadas. Frequentemente, ambos são concomitantes e de forma complementar sugerindo a inter-causalidade dos transtornos. Foi realizada revisão bibliográfica utilizando 28 artigos selecionados no período de 1984 até 2019 nos seguintes periódicos: PubMed, ScieLO, LILACS, EMBASE, além de sites de órgãos oficiais como o Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos são necessários para comprovar a associação entre eles, favorecendo a prevenção primária e otimização do tratamento assim como conscientização e educação dos pacientes e familiares para a identificação precoce e apoio ao tratamento.</p> <p>Descritores: “Imagem Corporal” “Comportamento alimentar” “Transtorno de Humor” “Depressão” “Ansiedade”</p> Ivan Lucas Picone Borges dos Anjos Lara Costa Martins Sara Cristine Marques dos Santos Ivana Picone Borges de Aragão Copyright (c) 2020 Ivan Lucas Picone Borges dos Anjos, Lara Costa Martins, Sara Cristine Marques dos Santos, Ivana Picone Borges de Aragão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-09 2020-12-09 11 2 60 64 10.21727/rs.v11i1.2310