http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/issue/feed Revista de Saúde 2020-06-20T13:41:40-03:00 Prof. DSc. Paloma Martins Mendonça revista.saude@universidadedevassouras.edu.br Open Journal Systems <p>A Revista de Saúde tem como proposta a publicação de artigos científicos originais, estudos de caso, relatos de caso, Ponto de Vista, Panorama Internacional e uma sessão à Beira do Leito, todos voltados a temas relacionados à Medicina Interna, além de Urgência e Emergência Médica, com o objetivo de aumentar a visibilidade da produção científica através da política de <em>Open Access</em> (Acesso Livre), buscando excelência de conteúdo e brevidade no processo de avaliação e publicação, utilizando revisores Ad hoc.</p> <p>e-ISSN 2179-2739</p> http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2342 Expediente V11N1 2020-06-19T19:45:23-03:00 Editora das Revistas da Universidade de Vassouras diretoria.editora@universidadedevassouras.edu.br 2020-06-16T19:32:01-03:00 Copyright (c) http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2346 PROCESSO VIDA OU MORTE DURANTE PANDEMIA POR COVID-19 NO BRASIL 2020-06-19T19:45:23-03:00 Editora das Revistas da Universidade de Vassouras diretoria.editora@universidadedevassouras.edu.br <p>Existem atores, que não cabe citá-los nesse editorial, que de forma catastrófica e desastrosa protagonizam e<br>“agudizam” seu discurso natural e simplório sobre o adoecimento e a morte. Escutamos diariamente relatos que na<br>história da humanidade as pessoas não param de morrer; que a morte é um processo natural e anda em linha tênue<br>com a palavra vida. Verbalizações sobre torturas físicas, sociais e raciais são comumente tratadas como questões<br>históricas e comuns. Será que parte da nossa sociedade busca uma banalização da morte como um processo de defesa<br>psíquica, já se adiantando a um mal pior ou realmente possuem extrema insensatez durante essa pandemia? Não podemos encarar indivíduos como números e/ou estatísticas. Em meio a Pandemia por COVID-19 assustamo-nos com<br>a prova de banalização da morte – as pessoas parecem não escandalizarem-se com ela.<br>Uma epidemia não pode ser sinônimo de conformismo. O Brasileiro passa a lidar com certa naturalidade e<br>descompasso humano com a brutalidade de cenas, dos choques psíquicos e com as informações midiáticas. É notório<br>e óbvio que o processo nascer e morrer é natural e inerente a todos os seres-humanos; mas não é essa a critica que<br>fazemos. Esse “trato” com o processo de morte durante a pandemia por COVID-19 parece estar incorporando-se em<br>nosso “tecido social” – dizemos até que tornou-se uma epidemia nacional. Do dia para a noite famílias carreiam seus<br>parentes aos Hospitais e dias depois possuem alguns minutos, quando lhes é ofertado, para uma diminuta prece ou homenagem. Não ficamos indignados com questões várias que envolvem esse processo; nos preocupa o que realmente<br>cada brasileiro carreia do lado esquerdo do seu peito. Vemos, naqueles momentos de médicos, a “brutalidade” diante<br>de nós. Homens que não querem se separar de familiares sendo contido nas emergências dos hospitais. Nos tornamos<br>uma sub-raça ? Hoje, infelizmente, a morte parece não ter a mínima relevância.<br>Finalizamos esse editorial alertando que não possuímos qualquer viés político ao descrever o que acontece<br>no cotidiano do Brasileiro. Precisamos cuidar de nós, só um pouco. Precisamos sair adiante em busca de solidariedade. Por vezes nos pegamos chorando pelo nosso povo com idéias que ruminamos. Existe alguma linha de raciocínio<br>pleno relativo à limpeza social de população supérflua? Que população seria essa? Está sendo construindo um senso<br>comum do excesso populacional, economicamente supérflua e socialmente sem raízes? Nosso povo realmente mudou ou sempre banalizou tais fatos?</p> 2020-06-18T18:51:03-03:00 Copyright (c) 2020 Juliana Moraes http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2057 ERITEMA MULTIFORME INDUZIDO POR HIDROXICLOROQUINA: RELATO DE CASO 2020-06-19T19:45:25-03:00 Marise Maleck marise.maleck@gmail.com João Pedro A. Bruno joaopedrobruno@hotmail.com Maria Olivia de Lima Bezerra mariaoliviabezerra@gmail.com <p>As farmacodermias possuem uma incidência em torno de 5 a 30%, dentre 3 a 6% de todas as admissões hospitalares. As reações medicamentosas adversas (RMA) estão entre as principais causas de morte em vários países. O objetivo deste estudo foi relatar o caso de uma paciente com quadro clínico de Eritema Multiforme após o uso de Hidroxicloroquina em terapia para Chikungunya (CHIKV). O caso evoluiu para um exantema generalizado. Após a remissão das lesões cutâneas, foi diagnosticado como Artrite Reumatóide (AR) soronegativa. Prosseguiu-se a terapêutica com corticoide e metrotexato com significativa melhora do quadro. Este estudo concluiu a importância no cuidado com o diagnóstico diferencial pelo CHIKV e na elucidação do efeito colateral em consequência do uso de Hidroxicloroquina.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Marise Maleck, João Pedro A. Bruno, Maria Olivia de Lima Bezerra http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/1920 Linfoma Difuso de grandes células B rico em células T/Histiócitos com características do Linfoma de Hodgkin de Predomínio Nodular Linfocitário: relato de caso 2020-06-19T19:45:27-03:00 Giovanna Alves Alves Peruzini giovannalvesp@gmail.com Beatriz Barbosa Reis Queiroz beatrizbrqueiroz@gmail.com Iago Caetano Cariello iagoccariello@gmail.com Tiago de Oliveira Boechat toboechat@gmail.com <p>A atual classificação dos linfomas é baseada em um complexo sistema de características clínicas, morfológicas, imunofenotípicas e moleculares. O presente relato tem como objetivo descrever um caso de diagnóstico desafiador de um linfoma com características do Linfoma de Hodgkin de Predomínio Nodular Linfocitário (LHPNL) e Linfoma B Rico em células T/Histiócitos (LBRCT/H). Paciente, 38 anos, sem comorbidades compareceu ao ambulatório com queixa de linfonodomegalias generalizadas há aproximadamente 4 anos, com aumento progressivo ao longo dos anos, associado a emagrecimento de cerca de 20kg, sudorese noturna, febre e tosse. Ao exame físico, presença de massa bulky em região inguinal direita de 28 cm e edema ipsilateral. O histopatológico e o estudo imuno-histoquímico não puderam diferenciar entre LHPNL em LBRCT/H. O caso foi conduzido como LBRCT/H devido apresentação clínica avançada, com massa bulky e sintomas B, refletindo o caráter agressivo da doença. O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia maligna rara de células B e, no que diz respeito a transformação para o Linfoma Difuso de grandes células B (LDGCB), um levantamento&nbsp; mostrou que 3-6% dos LHPNL irão se transformar em um LDGCB de caráter agressivo ou podem, ainda, apresentar simultaneamente um LHPNL e um LDGCB<sup>4</sup>. Isto pode alterar o curso e a escolha do tratamento, já que existem protocolos distintos dependendo do tipo histológico da doença. Deve-se, também, levar em consideração as manifestações clínicas da doença, pois, como no estudo em questão, pode haver dúvida diagnóstica através de exames complementares.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Giovanna Alves Alves Peruzini, Beatriz Barbosa Reis Queiroz, Iago Caetano Cariello, Tiago de Oliveira Boechat http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2186 Mucormicose rinocerebral associada a trombose de seio cavernoso: Relato de Caso 2020-06-19T19:45:29-03:00 Nina Feital Montezzi ninafmontezzi@gmail.com Karen Batista Vogas karencpb@yahoo.com.br Carolina Ferraz da Silva Veiga carolinafddv@gmail.com Mariana Marques Rechuan mrechuan@gmail.com Bruno Barbosa Cardoso do Santos bruno.b.c.santos@hotmail.com Ana Beatriz Calmon Nogueira da Gama Pereira anacalmon@uol.com.br <p>Mucormicose rinocerebral é uma infecção fúngica rara e invasiva da cavidade nasal e seios da face, podendo evoluir para áreas de necroses, fístulas, acometimento orbital e cerebral. Acomete principalmente indivíduos imunodeprimidos e cetoacidose diabética, com letalidade de aproximadamente 50% dos casos. É considerada uma emergência médica. Uma possível complicação intracraniana é a trombose do seio cavernoso, com prognóstico limitado. É relatado um paciente imunocompetente, 62 anos, diabético, com mucormicose, quadro de rinossinusite fúngica, além da trombose de seio cavernoso com paralisia facial e dos nervos oculomotor, troclear e abducente. Foi tratado com Anfotericina B, Vancomicina, Cefepime, Enoxaparina, com posterior desbridamento cirúrgico e evoluiu com reversão dos sintomas neurológicos. Esse caso requer diagnóstico complexo e tratamento imediato devido a sua alta letalidade (50%). É essencial considerar essa hipótese diagnóstica em pacientes diabéticos e que apresentam mau controle glicêmico ou em cetoacidose diabética com sinusite crônica ou não responsiva ao tratamento padrão.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Nina Feital Montezzi, Karen Batista Vogas, Carolina Ferraz da Silva Veiga, Mariana Marques Rechuan, Bruno Barbosa Cardoso do Santos, Ana Beatriz Calmon Nogueira da Gama Pereira http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2198 Discite secundária à infecção urinária: relato de caso 2020-06-19T19:45:30-03:00 Thalita Nagib thata_nagib@yahoo.com.br Carla Maria Nogueira Carvalheiro caarlanogueira@hotmail.com Thaísa Suckow Custódio thatasc@hotmail.com Girley Cordeiro de Souza girleycordeiro@hotmail.com <p>Discite por definição trata-se de um processo inflamatório, em sua grande maioria infeccioso, que acomete os discos intervertebrais, causando como principal sintoma a dor, que pode localizar-se na coluna ou irradiar para locais como abdome, quadris, membros inferiores ou virilha devido a compressão das raizes nervosas. É uma causa relativalmente rara de lombalgia no adulto, afetando mais o sexo masculino e predominando na faixa etária entre 50 e 60 anos. Sintomas como febre acompanhada de calafrios e sudorese noturna são comemorativos importantes na história clínica do paciente que ajudam a alcançar o diagnóstico. O relato de caso trata de um idoso de 74 anos, com história de hipoestesia e paraparesia importante em membros inferiores, associado a febre e calafrios raros, diagnosticado com discite secundária à uma infecção urinária por <em>Enterococcus spp</em>, baseado na história do paciente, sintomas clínicos e achados de imagem. Destaca-se a importância e o desafio do diagnóstico precoce, indicando os sintomas muitas vezes inespecíficos, que necessitam estar acompanhados de uma coleta rigorosa da história clínica do paciente, com o manuseio correto dos exames de imagem e laboratoriais, identificando o agente infeccioso implicado para um tratamento eficaz e conduzido pela cultura, fornecendo um melhor prognóstico clínico e maior sobrevida dos pacientes.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Thalita Nagib, Carla Maria Nogueira Carvalheiro, Thaísa Suckow Custódio, Girley Cordeiro de Souza http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/1878 Análise Comparativa Epidemiológica da Cirurgia de Esofagectomia Realizada por Via Transtorácica e por Via Minimamente Invasiva 2020-06-19T19:45:32-03:00 Giovanna Vidal Belo giovannavbelo@gmail.com Michelle Garcia Ferreira de Oliveira eu.michellegarcia@gmail.com Lívia Soares Viana liviasoaresviana@hotmail.com Julia Vidal Spinelli julia.vidal@hotmail.com Suzane Aguiar de Souza suzanexaguiar@gmail.com Adriana Rodrigues Ferraz adrianarferraz70@gmail.com <p>Diversas patologias que acometem o esôfago, como tumores, acalasia e megaesôfago, são corrigidas cirurgicamente através da esofagectomia, um procedimento baseado na remoção parcial ou total do esôfago. A esofagectomia distal retira apenas parte do esôfago e existem duas técnicas para sua execução: a esofagectomia com toracotomia (ECT), com abertura da caixa torácica, ou a esofagectomia sem toracotomia (EST), feita através do endoscópio, apresentando vantagens com relação à ECT. O objetivo do estudo foi analisar comparativamente os diversos aspectos epidemiológicos da ECT e EST. Trata-se de um estudo observacional e transversal, a partir de dados coletadas no SIH/SUS entre Janeiro de 2014 a Abril de 2019, analisando número de óbitos e internações, taxa de mortalidade, complexidade e valor de cada procedimento em cada região do Brasil, comparando os dados obtidos aos achados bibliográficos. Os dados foram analisados por meio dos testes de T-Student e Correlação de Pearson. De acordo com as informações encontradas, foram realizadas 544 internações, sendo a maioria delas decorrentes de EST, realizadas no regime público e todas em média complexidade. Apesar da menor amostra na ECT, as maiores taxas de mortalidade ocorreram na EST, ainda que a diferença não tenha sido estatisticamente significativa. A média da permanência hospitalar foi menor na ECT, mas a diferença não foi estatisticamente significativa, o que não é compatível com a literatura, que indica recuperação mais rápida na EST. Assim, não houve diferença significante entre os dados estatísticos e epidemiológicos na morbimortalidade dos procedimentos, corroborando para escolha do tratamento individualizado de cada paciente.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Giovanna Vidal Belo, Michelle Garcia Ferreira de Oliveira, Lívia Soares Viana, Julia Vidal Spinelli, Suzane Aguiar de Souza, Adriana Rodrigues Ferraz http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/1996 Técnicas histológicas adaptadas para tecidos de ratos 2020-06-19T19:45:34-03:00 Marise Maleck marise.maleck@gmail.com José Carlos do Nascimento josecarlosdonascimento28@gmail.com Igor Luiz Souza da Cruz igorlscruz@gmail.com Paula Pitta de Resende Côrtes paulapitta@yahoo.com.br <p>A histologia é o ramo da anatomia que estuda os tecidos animais e vegetais. A análise das microestruturas anatômicas dos tecidos de ratos sob microscopia óptica é necessária a confecção de lâminas histológicas. O objetivo deste estudo foi propor adaptações às técnicas de processamento histológico já existentes, a fim de aprimorar a metodologia especificamente para os tecidos de ratos da linhagem Wistar. As adaptações realizadas mostraram-se eficientes no reconhecimento das características morfológicas dos tecidos de ratos, provendo um favorável diagnóstico histológico.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Marise Maleck, José Carlos do Nascimento, Igor Luiz Souza da Cruz, Paula Pitta de Resende Côrtes http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2032 Aspectos Técnicos e Aplicações Clínicas de Testes Viscoelásticos no Monitoramento da Hemostasia Perioperatória 2020-06-19T19:45:35-03:00 Hercules da Costa Ribeiro Junior herculesjr_ufrj@hotmail.com Ana Cláudia Zon Filippi anazon@bol.com.br <p>O monitoramento perioperatório da coagulação é imprescindível para diagnosticar deficiências causadoras de sangramento, nortear terapias hemostáticas durante procedimentos cirúrgicos, além de estimar o risco de sangramento. Na avaliação da hemostase usualmente utilizam-se tempo de sangramento, teste de agregação plaquetária, tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcialmente ativado, tempo de trombina, a dosagem de fatores e dímero D, contagem de plaquetas, razão normalizada internacional, tempo de coagulação ativado, dentre outros. Todavia, os testes normalmente utilizados possuem valor limitado devido à incapacidade de identificar a firmeza do coágulo, além da demora na obtenção dos resultados. Alternativamente a estes testes, foram idealizados os testes de avaliação global da hemostasia, representados pela tromboelastografia (TEG) e pela tromboelastometria rotacional (ROTEM). Ambos analisam as características viscoelásticas do sangue a partir de uma amostra de sangue total, o qual é submetido a baixas tensões de cisalhamento após receber adição de substâncias ativadoras da coagulação. Os testes viscoelásticos tornaram-se, recentemente uma ferramenta para diagnosticar e manejar adequadamente as alterações da coagulação. A utilização do tromboelastograma conduziu os médicos a atuarem com conhecimento mais ampliado dos eventos que acometem o paciente cirúrgico e, desta maneira permite corrigir especificamente uma anomalia da hemostase. Até o presente momento, designa método diagnóstico de suma importância para incluir-se no perioperatório de cirurgias cardiovasculares, trauma, transplante hepático e no cenário de pacientes graves.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Hercules da Costa Ribeiro Junior, Ana Cláudia Zon Filippi http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2065 Midazolam: aspectos farmacológicos e seu uso em diferentes níveis de sedação 2020-06-19T19:45:37-03:00 Vinícius Tostes Frazão viniciustostes13@gmail.com <p>A sedação caracteriza-se por depressão do nível de consciência, que pode variar desde um estado de tranquilidade com consciência preservada até a inconsciência. Um agente sedativo ideal deve ter efeito imediato, sedação somente durante o procedimento, rápida recuperação da consciência, eficácia comprovada e mínimos efeitos colaterais. Neste contexto, o midazolam surge como uma importante droga na anestesiologia, com papel destacado na sedação pré, intra e pós-operatória, sendo utilizado tanto na sedação consciente quanto na profunda para a indução e manutenção da anestesia. A importância de uma sedação eficaz durante estes procedimentos justifica a realização deste estudo de revisão de literatura. O objetivo do estudo é analisar o mecanismo de ação, os aspectos farmacológicos e clínicos, doses, principais utilizações e comparação com outros sedativos, com o intuito assim, de agregar ainda mais conhecimento acerca desta temática. Conclui-se que o Midazolam é um benzodiazepínico com propriedades hipnóticas, sedativas e relaxantes, que possui rápida absorção, ação e eliminação. Apesar dos cuidados que devem ser abordados pelos médicos no que tange dose, idade, comorbidades, peso, interações medicamentosas, sedação desejada e vias de administração, o midazolam é considerado um medicamento eficaz, benéfico e seguro.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Vinícius Tostes Frazão http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2197 Predição computacional de alvos moleculares de um complexo metálico de rutênio com epiisopiloturina e óxido nítrico 2020-06-20T13:41:40-03:00 Joabe Lima Araújo joabearaujobiotec@gmail.com Gardênia Taveira Santos gardenia.santos.taveira.79025@gmail.com Ruan Sousa Bastos ruansousabastos@hotmail.com Francisco das Chagas Alves Lima fdcalima@gmail.com Jefferson Almeida Rocha jeffersonbiotec@gmail.com <p>A Leishmaniose é uma doença infecciosa que ocasiona a morte de 26.000 a 65.000 pessoas anualmente, estima-se que no ano de 2019 houve 700.000 a 1 milhão de novos casos. Estes dados são preocupantes e está relacionado à falta de saneamento básico que favorece a proliferação dos vetores, além da ausência de medicamentos eficientes com mecanismos de ação alternativos e com menos efeitos colaterais. Em meio a essa necessidade de novos agentes inibitórios, este estudo teve como objetivo realizar uma predição computacional de alvos moleculares de Leishmania para um complexo metálico de rutênio com epiisopiloturina e óxido nítrico (Epiruno<sub>2</sub>). O processo de docking molecular foi realizado empregando-se o <em>software Autodock Tools (ADT) versão 1.5.6</em>. As proteínas alvos foram consideradas rígidas, enquanto que o Epiruno<sub>2</sub> foi considerado flexível. A glicoproteína GP63 (1lml) representa mais de 1% da proteína total do parasito tendo em vista que a 1lml é uma metaloprotease que predomina grupos funcionais em seu sítio ativo, torna-se um alvo atrativo em estudos de atividade inibitória. O docking molecular entre o Epiruno<sub>2</sub> e a 1lml resultou na melhor conformação de encaixe deste estudo, com energia de G<sub>bind</sub><sup>a</sup> de -8,05 Kcal.mol<sup>-1</sup> e uma constante de inibição de 1,26 µM. Também foi observada a formação de quatro pontes de hidrogênio, demonstrando ser um forte candidato a fármaco antileishmania. Concluindo-se que o composto epiruno<sub>2</sub> é clinicamente atrativo para estudos experimentais futuros <em>ex vivo</em>, <em>in vitro</em> e <em>in vivo</em>, pois seus resultados <em>in sílico</em> apresentaram boas interações moleculares para todas as proteínas alvo deste estudo.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Joabe Lima Araújo, Gardênia Taveira Santos, Ruan Sousa Bastos, Francisco das Chagas Alves Lima; Jefferson Almeida Rocha http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2247 A Empatia Como um dos Pilares da Humanização da Relação Médico-Paciente. Evolução de Três Anos do Projeto “Calouro Humano” 2020-06-19T19:45:40-03:00 Sara Cristine Marques dos Santos saracmarques@icloud.com Lívia Liberata Barbosa Bandeira livialibertb@gmail.com Ivan Lucas Picone Borges dos Anjos ilpba@hotmail.com Thaís Lemos de Souza Macedo thais.lsm@hotmail.com Eucir Rabello eucir.rlk@terra.com Ivana Picone Borges de Aragão ivanapicone@globo.com <p>O exercício da medicina, desde seus primórdios, deve contar com uma boa relação médico-paciente (RMP), com fundamentos éticos centrados em princípios como atenção e compaixão, além da solidariedade humana, tendo em sua missão tarefas como confortar, escutar, olhar e tocar seu paciente<sup>1</sup>. Um dos componentes da RMP é a empatia, que apesar da dificuldade de sua definição conceitual, para o paciente ela é capaz de oferecer segurança e torná-lo mais colaborativo durante o processo de tratamento, aspecto fundamental para que se atinja a efetividade do processo terapêutico<sup>2</sup>. O objetivo do presente estudo foi avaliar a humanização na relação médico-paciente em alunos do primeiro período de curso de medicina (APPCM). Projeto de pesquisa e extensão da Universidade de Vassouras, sob parecer do Conselho de Ética em Pesquisa (CEP) n° 1.963.944, com início em 2017. Período de avaliação foi entre 2017 e 2019. A aproximação do APPM ao paciente foi realizada pelo auxílio do aluno mentor matriculado a partir do segundo período de medicina. Um total de 2386 pacientes foram entrevistados através de questionários. A aproximação proporcionada pelo APPM aos pacientes, foi interpretada como positiva tanto pelos alunos como pelos pacientes. Foi possível observar que os estudantes de medicina foram capazes de participar das necessidades dos pacientes, auxiliando, cuidando, fornecendo informações durante a internação, trazendo mais conforto e tranquilidade aos pacientes durante a internação, procurando suprir problemas relatados pelos pacientes em várias áreas relatadas, trabalhando no estímulo da habilidade de comunicação. A introdução dos alunos de medicina precocemente ao paciente incentivou o fortalecimento do processo de humanização na relação médico-paciente.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Sara Cristine Marques dos Santos, Lívia Liberata Barbosa Bandeira, Ivan Lucas Picone Borges dos Anjos, Thaís Lemos de Souza Macedo, Eucir Rabello, Ivana Picone Borges de Aragão http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2221 Prevalência de óbito em via pública por infarto agudo do miocárdio no Brasil em 10 anos. Importância do conhecimento sobre suporte básico de vida 2020-06-19T19:45:42-03:00 Carla Maria Nogueira Cavalheiro caarlanogueira@hotmail.com Marília Abirachid Rezende marilia-abirachid@hotmail.com Thalita Carvalho Nagib thata_nagib@yahoo.com.br Gabriel de Lima Machado da Fonseca gabrielmachadofonseca@hotmail.com Raimundo Marcial de Brito Neto marcialbrito@live.com Ivana Picone Borges de Aragão ivana.picone@globo.com <p>As doenças isquêmicas do coração são a principal causa de parada cardiorrespiratória (PCR) e após a PCR, deve-se iniciar imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Estima-se que a cada minuto que o indivíduo permanece em PCR, 10% de probabilidade de sobrevida são perdidos. Avaliar a prevalência da mortalidade em via pública por infarto agudo do miocárdio em PCR e demonstrar a importância do conhecimento da população sobre SBV na PCR. Foi realizada revisão de dados obtidos por meio da base de dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Sistema Único de Saúde. A população do estudo foi constituída de homens e mulheres, de todas as faixas etárias vítimas de óbito em via pública por IAM, entre os anos de 2006 e 2016 em todos os estados do Brasil e também realizou-se revisão bibliográfica. O total de óbitos foi de 21.691 casos, sendo a região Nordeste responsável por mais de um terço do total brasileiro e a seguir, também com aproximadamente um terço dos casos, a região Sudeste com predomínio no estado de São Paulo que foi o estado com mais óbitos no Brasil. As três demais regiões juntas representam cerca do um terço restante. A revisão bibliográfica revelou dados consistentes acerca da importância do conhecimento sobre SBV em indivíduos em PCR. O estudo evidenciou um elevado número de óbitos todos os estados brasileiros, o que corrobora para a importância do conhecimento sobre SBV na população em geral independentemente da idade e atividade laboral.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Carla Maria Nogueira Cavalheiro, Marília Abirachid Rezende, Thalita Carvalho Nagib, Gabriel de Lima Machado da Fonseca, Raimundo Marcial de Brito Neto, Ivana Picone Borges de Aragão http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2230 Análise epidemiológica de pacientes com infoma de hodgkin nos últimos cinco anos no estado do Rio de Janeiro 2020-06-19T19:45:45-03:00 Felipe Teixeira freitas ftffreitas@yahoo.com Juliana Lopes Dias juliana-lopes-dias@hotmail.com Bruno Cezario Costa Reis brunoreis011@gmail.com <p>O linfoma de Hodking constitui uma doença que resulta em uma neoplasia maligna que se dissemina por via linfática e afetando principalmente gânglios cervicais e o mediastino. Essa patologia tem como sua principal forma a linfocítica nodular e é um dos tipos mais curáveis, com radioterapia e quimioterapia. O presente estudo faz uma análise da epidemiologia dessa doença dando ênfase principalmente na faixa etária, número de óbitos e taxa de mortalidade relacionando-os ao perfil socioeconômico dos doentes em questão ao longo do período analisado. Sendo assim, os resultados tiveram como pontos principais as baixas incidência e taxa de mortalidade, além da conclusão de que se trata de uma doença complexa que precisa de um diagnóstico precoce visando o sucesso do tratamento com radioterapia e quimioterapia.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Felipe Teixeira freitas, Juliana Lopes Dias, Bruno Cezario Costa Reis http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2206 A Prevalência da insônia no meio médico e o uso de substâncias relacionadas 2020-06-19T19:45:46-03:00 Taianne Fiore Schumann taianne93@hotmail.com Mariana Lima De Falco marianacfalco@gmail.com Oscar César Pires oscar.pires@unitau.com.br Priscila Pereira de Souza ppsouzamed@gmail.com <p>A insônia é o distúrbio do sono mais frequente da população geral, sabe-se que ela é perpetuada por fatores de condicionamento, como poucas horas dormidas e alternância entre sono noturno e diurno. Essa é uma realidade vivenciada no meio médico. Nesse contexto, o debate dessa temática é relevante frente a esses profissionais, visto que, além de prejudicar a qualidade de vida, o distúrbio pode proporcionar a adoção de hábitos inadequados. Este trabalho visa demonstrar a prevalência da insônia entre os médicos e do uso de substâncias relacionadas através de estudo observacional transversal, desenvolvido a partir de um questionário de aplicado a médicos especialistas da Universidade de Taubaté. Dos 34 médicos avaliado, 47,06% são insones, valor superior ao descrito por estudos que avaliaram a recorrência desse transtorno na população geral. Ademais, foi constatado que o sintoma mais relatado e relacionado à insônia foi a fadiga. Quanto ao uso de substâncias, verificou-se que 62,5% da amostra informou ingerir cafeína com a finalidade de promover a vigília, ao passo que 43% referiu fazer uso do álcool como indutor do sono. Outras substâncias utilizadas para proporcionar a vigília ou o sono foram relatadas, tais como Anfetaminas, fármacos e drogas fitoterápicas. Portanto, é válido discutir a insônia e o uso de substâncias associadas a ela no meio médico, uma vez que esse transtorno do sono tem impacto estatístico, além de afetar a saúde física e mental desses indivíduos, acarretando prejuízos no exercício da profissão.</p> <p><strong>Palavras chave: </strong>Insônia; Sono; Médicos; Substâncias; Fadiga.<strong>&nbsp; </strong></p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Taianne Fiore Schumann, Mariana Lima De Falco, Oscar César Pires, Priscila Pereira de Souza http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2181 Comparação das taxas de mortalidade entre o tratamento conservador e cirúrgico de traumatismo cranioencefálico e suas complicações no período de Janeiro de 2015 a Março de 2019, no estado do Rio de Janeiro. 2020-06-19T19:45:48-03:00 Sarah Coelho sarahlagesc@gmail.com <p>O traumatismo cranioencefálico consiste em lesão física ao tecido cerebral que, temporária ou permanente, incapacita a função cerebral sendo uma das principais causas de morte e de invalidez no mundo, especialmente em crianças e jovens adultos com idade inferior a 45 anos. Sendo mais prevalentes em homens, as causas abrangem quedas, acidentes e violência. A partir de uma pesquisa do tipo epidemiológica, descritiva, foram analisados dados do DATASUS a respeito de internações por traumatismos cranianos na população internada na rede pública hospitalar no Rio de Janeiro no período de janeiro de 2015 a Março de 2019. É evidente que a melhor conduta é investir em medidas de prevenção, incluindo o uso de tecnologia para proteger aqueles que sofrem acidentes de automóvel, tais como cintos de segurança e capacetes de desporto ou de moto, bem como os esforços para reduzir o número de acidentes de automóvel, tais como programas de educação de segurança e aplicação das leis de trânsito. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por imagens, geralmente pela tomografia computadorizada. Foi observado que a maioria das vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE) são tratados de forma conservadora, sendo evidenciado taxas de mortalidade menores se comparado ao do tratamento cirúrgico.</p> 2020-06-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Sarah Coelho http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2336 Insomnia During the COVID-19 Outbreak in Brazil 2020-06-19T19:45:49-03:00 Marco Antônio Orsini orsinimarco@hotmail.com Jacqueline Stephanie Fernandes do Nascimento jac.fn@hotmail.com Marco Azizi marcoazizimed@gmail.com Carlos Eduardo Cardoso prppg@universidadedevassouras.edu.br Renata Castro rcastro@gmail.com Nicolle Santos Moras Nunes nicole.nunes_@hotmail.com.br Janie Kelly Fernandes do Nascimento janiemedunig@gmail.com <p><strong>Introduction</strong>: The outbreak of COVID-19 among humans in Brazil and its spread around the world is strongly impacting mental health. Health problems such as anxiety, depression, insomnia and fear were the most related to. High levels of stress during the day can impair quality and time of sleep.</p> <p><strong>Method</strong>: The purpose of this article was to update, through a bibliographic search, the effects of the pandemic on sleep disorders, with insomnia being the most related. A systematic search had been carried out in the main databases: Lilacs, Bireme and PubMed. The languages used in the search were Portuguese and English, from articles published this year. Using the following keywords: Sleep quality, COVID-19, Insomnia, Cognitive behavioral therapy.</p> <p><strong>Discussion</strong>: The concern about financial and political uncertainties, feelings of impotence and fear of self-contamination and of family members are factors that corroborate with the worsening of the sleep quality of the population and health professionals’ working on the front lines of the fight against the pandemic, leading to increased cases of insomnia. Behavioral Cognitive Therapy, hypnotherapy and social interaction mediated by Web conferencing tools are the best ways to treat these symptoms at the moment. Even so, the brazilian literature on the subject is extremely scarce, making it an extremely relevant subject for future research.</p> 2020-06-19T19:40:00-03:00 Copyright (c) 2020 Marco Antônio Orsini, Jacqueline Stephanie Fernandes do Nascimento, Marco Azizi, Carlos Eduardo Cardoso, Renata Castro, Nicolle Santos Moras Nunes, Janie Kelly Fernandes do Nascimento http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/2330 Coagulação intravascular disseminada e covid-19: mecanismos fisiopatológicos 2020-06-19T19:45:51-03:00 Marco Antônio Orsini orsinimarco@hotmail.com Jacqueline Stephanie Fernandes do Nascimento jac.fn@hotmail.com Nicolle Santos Moraes Nunes nicole.nunes_@hotmail.com.br Janie Kelly Fernandes do Nascimento janiemedunig@gmail.com Marco Azizi marcoazizimed@gmail.com Carlos Eduardo Cardoso prppg@universidadedevassouras.edu.br Tassiane Maria Alves Pereira tassiane.alves07@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> A coagulação intravascular disseminada (CIVD) é, atualmente, definida como uma síndrome adquirida, caracterizada pela ativação difusa da coagulação intravascular, levando à formação e deposição de fibrina na microvasculatura. &nbsp;Há relatos de coagulopatia relacionada à Covid-19, doença pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. <strong>Método:</strong> Atualização da Literatura acerca da associação entre Covid-19 e a presença de CIVD nas bases dados LIlacs, Bireme, Pubmed (inglês e português) no presente ano.<strong>Discussão:</strong> Alguns autores vêm estudando o papel da anticoagulação no manejo dos pacientes com infecção grave e (CIVD). Dados de inúmeras pesquisas sugerem efeitos benéficos do uso de anticoagulantes, o que vem sendo recomendado em algumas instituições no Brasil e no mundo. Vale ressaltar que a eficácia da medida ainda não foi validada. <strong>Conclusão: </strong>Até o presente momento não existem recomendações precisas em relação ao manejo dos pacientes com coagulopatia por Covid-19. Além disso, são excassos os dados na literatura que associam o uso de anticoagulantes ou antiplaquetários à ocorrência ou gravidade da Covid-19.</p> 2020-06-19T19:39:08-03:00 Copyright (c) 2020 Marco Antônio Orsini, Jacqueline Stephanie Fernandes do Nascimento, Nicolle Santos Moraes Nunes, Janie Kelly Fernandes do Nascimento, Marco Azizi, Carlos Eduardo Cardoso, Tassiane Maria Alves Pereira