PRÉ-ECLÂMPSIA PUERPERAL: UM RELATO DE CASO

  • Paulla Rayane Chaves Utsch
  • Laura Rabelo de Freitas
  • Oswaldo Caetano Caetano
Palavras-chave: “Pre-eclampsia Puerperal”, “Fisiopatologia”, “Gestação e Puerperio”.

Resumo

Pré- eclâmpsia (PE) é uma desordem endotelial muito prevalente entre as gestantes brasileiras. Fisiopatologicamente é uma afecção gestacional que ocorre apartir da 20ª semana culminando em aumento dos níveis pressóricos sistólico > 140 e/ou diastólico > 90 mmHg em gestante previamente não hipertensa; e proteinúria em 24 h > 3 g/dia ou + no exame de Urina tipo I . Clinicamente a PE manifesta-se por hipertensão, edema (principalmente aumento significativo do peso em curto intervalo de tempo). Acarreta em lesão renal, mais caracteristicamente a endoteliose capilar glomerular; lesão no sistema cardiovascular, sistema nervoso central- podendo gerar edema cerebral, e evoluir para eclâmpsia com convulsões tônico-clônicas generalizadas. Faz-se relevante a descrição do caso devido a contradição da fisiopatologia com a manutenção do caso mesmo após o parto. O objetivo deste estudo é relatar a ocorrência da PE no período puerperal, fato pouco encontrado na literatura. Paciente RGO 37 anos G2P1A1 sem intercorrência durante o período gestacional, submetida à cesariana no dia 23 de março de 2015 por indicação obstétrica, relata que iniciou quadro de edema de membros inferiores bilateral. Internada com a suspeita de PE puerperal iniciou a investigação laboratorial, que confirmou a hipótese diagnóstica. Sua internação teve duração de 11 dias, em que recebeu terapêutica adequada para PE Puerperal. Após alta iniciou seguimento ambulatorial durante 05 dias para avaliação e teve retorno agendado em 15 dias após alta ambulatorial onde se encontrava sem sinais clínicos e laboratoriais, contudo foi indicada a acompanhar a HAS com cardiologista. Frente ao quadro apresentado pela paciente interroga-se o por quê do evento no puerperio, quando já não havia mais o fator de agressão ao endotélio. Um dos tratamentos da PE refratária ao tratamento medicamentoso é a antecipação do parto.

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Publicado
2017-08-31
Como Citar
Utsch, P. R. C., de Freitas, L. R., & Caetano, O. C. (2017). PRÉ-ECLÂMPSIA PUERPERAL: UM RELATO DE CASO. Revista De Saúde, 8(1 S1), 137-138. Recuperado de http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/975
Seção
Resumo - Suplemento