PERFIL DA AUTOMEDICAÇÃO EM PACIENTES COM AFECÇÕES OTORRINOLARINGOLÓGICAS

  • Daniele Da Rosa Francisco
  • Helen Aksenow Affonso
  • Riquelme Romero Leal Portela
  • Ana Sílvia Menezes Bastos
Palavras-chave: “Automedicação”, “Otorrinolaringologia”, “Prevalência”.

Resumo

Automedicação é definida como o ato de administrar medicamento sem prescrição médica1, sendo que a seleção e o uso destes são realizados por indivíduos inaptos para tal2,3. O uso de medicação inadequada pode mascarar a doença de base3, podendo acarretar no seu agravamento, enfermidades iatrogênicas e efeitos adversos4. Além disso, pode levar a seleção de bactérias multirresistentes 5,6. Objetivou-se determinar a prevalência da utilização de medicamentos sem prescrição médica pelos pacientes atendidos no ambulatório de Otorrinolaringologia, do HUSF, de Vassouras-RJ. Foi realizado um estudo transversal, quantitativo, do tipo inquérito, em pacientes atendidos no ambulatório de otorrinolaringologia do HUSF, durante o período de abril a novembro de 2013. Utilizou-se o questionário adaptado de Servidoni7e termo de consentimento livre e esclarecido. Dentre os 100 entrevistados, 93% responderam que já usaram ou compraram medicamento sem receita médica e a maioria eram mulheres. As medicações mais utilizadas foram analgésicos/antitérmicos e antiinflamatórios, e a principal motivação para o uso foi a cefaléia. Dos 93 entrevistados que se automedicavam, 56% obtiveram aconselhamento com o farmacêutico ou balconista para comprar as medicações. Ficou caracterizado o acesso restrito aos serviços médicos e o fácil alcance aos fármacos, devido à fiscalização deficiente, que acabam fomentando a automedicação. A população desconhece os limites e perigos desta conduta de forma indiscriminada e suas repercussões no organismo humano. Tornam-se necessárias políticas públicas que inibam essa prática abusiva e permitam melhorar a qualidade da assistência médica.

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Publicado
2017-08-31
Como Citar
Francisco, D. D. R., Affonso, H. A., Portela, R. R. L., & Bastos, A. S. M. (2017). PERFIL DA AUTOMEDICAÇÃO EM PACIENTES COM AFECÇÕES OTORRINOLARINGOLÓGICAS. Revista De Saúde, 8(1 S1), 144-145. Recuperado de http://editora.universidadedevassouras.edu.br/index.php/RS/article/view/966
Seção
Resumo - Suplemento