Artéria Obturatória: Variabilidade Anatômica e Morfometria de sua Origem à Bifurcação da Artéria Ilíaca Comum

  • Felipe Francisco Heins
  • João Marcus Lopes Silva
  • Priscila Suemi Pereira Nakashima
  • Marcelo Medeiros Felippe
  • Thiago Cassi Bobato
  • Ivan Moreno Ferreira Ducatti
  • Marcolino Souza Aguiar
  • Nilson Chaves Chaves Júnior
Palavras-chave: Artéria obturatória. Variação anatômica. Artéria epigástrica inferior. Forame obturatório.

Resumo

A artéria obturatória (AO) possui um percurso ântero-inferior pela parede lateral da pelve, é cruzada pelo ureter e atravessa o canal obturatório. Ela é responsável pela nutrição dos músculos mediais da coxa e acetábulo (Moore, Keith / Dalley 2007). Devido à grande variabilidade anatômica, uma das complicações nas cirurgias de reparo de hérnia inguinal é a lesão inadvertida da AO2. O objetivo do trabalho foi investigar a variação anatômica da origem da AO e medir a amplitude do comprimento entre a bifurcação da artéria ilíaca comum (AIC) até sua origem. Neste estudo foram utilizadas 56 hemipelves, sendo 9 femininas e 47 masculinas. A análise estatística foi realizada através do programa Biostat 5 e os dados foram expressos em média ± erro padrão. Foi observado que 66,1% (n=37) tiveram sua origem na artéria ilíaca interna, 7,1% (n=4) originaram-se da artéria ilíaca externa, 3,6% (n=2) da artéria glútea superior, 1,8% (n=1) da artéria vesical superior e 19,6% (n=11) da artéria epigástrica inferior. Verificou-se que a amplitude do comprimento foi 10,9 cm, com média de 4,8 cm ± 0,34 cm. Os resultados demonstram uma alta variabilidade anatômica da AO e também grande inconstância na amplitude do comprimento com relação à medida entre a sua origem e a bifurcação da AIC.
Publicado
2011-12-15
Como Citar
Heins, F. F., Silva, J. M. L., Nakashima, P. S. P., Felippe, M. M., Bobato, T. C., Ducatti, I. M. F., Aguiar, M. S., & Chaves Júnior, N. C. (2011). Artéria Obturatória: Variabilidade Anatômica e Morfometria de sua Origem à Bifurcação da Artéria Ilíaca Comum. Revista De Saúde, 2(2), 13-18. https://doi.org/10.21727/rs.v2i2.64
Seção
Artigos