Análise dos Aspectos Epidemiológicos da Sepse e da Potencial Influência da Publicação do Consenso Sepsis-3 na sua Mortalidade no Território Brasileiro

Resumo

A sepse é uma relevante afecção do ambiente de terapia intensiva, de grande importância devido a sua considerável incidência e elevada morbimortalidade. Em 2016, foi publicado o 3º Consenso Internacional de Definições para Sepse e Choque Séptico, que modificou diversos aspectos da doença, desde seu conceito e aspectos diagnósticos até conduta terapêutica. O objetivo do presente estudo foi analisar aspectos epidemiológicos da sepse e buscar a identificação mudanças no padrão de internações e mortalidade após a publicação das diretrizes em questão. Foi realizado um estudo descritivo, observacional e transversal com base em dados obtidos no SIH/DATASUS. Os pacientes eram majoritariamente homens brancos ou pardos, idosos, internados em caráter de urgência em regime público. A taxa de mortalidade no período foi de 44,48 óbitos/100 casos, e se mostrou maior em faixas etárias mais avançadas e na população feminina, e menor entre pacientes indígenas em comparação aos outros grupos étnicos, entre pacientes internados caráter eletivo e no regime privado. A taxa de mortalidade no país foi maior na faixa temporal após a publicação do estudo, quando comparado com o período antes dele (p? 0,01), sugerindo uma elevação da mortalidade após a publicação do consenso. Entretanto esse achado variou de acordo com estado, região e faixa etária analisados. Em suma, visto os resultados conflitantes apresentados, é nítida a necessidade de estudos mais aprofundados e descentralizados sobre a questão, a fim de elucidar mais claramente os pormenores do impacto da publicação do consenso na mortalidade da Sepse no território brasileiro.

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Publicado
2020-12-14
Como Citar
Vidal Belo, G., Luiz Guilherme Gaspar, G., & da Silva Lima, L. (2020). Análise dos Aspectos Epidemiológicos da Sepse e da Potencial Influência da Publicação do Consenso Sepsis-3 na sua Mortalidade no Território Brasileiro. Revista De Saúde, 11(2), 44-48. https://doi.org/10.21727/rs.v11i1.2376