Reabilitação vestibular - uma importante proposta para o manejo das Vestibulopatias: Relato de Caso

  • Arielle Silva Paula
  • Ana Sílvia Menezes Bastos

Resumo

O complexo vestibular é incumbido pelo sustento do equilíbrio. Este é constituído pela propriocepção, visão e o sistema vestibular, são eles que colaboram com a manutenção do equilíbrio durante as práticas diárias³. Mudanças na sua maneira de funcionar provocam as doenças vestibulares, as quais atingem indivíduos de todas as idades, porém, com mais frequência, os idosos com mais 65 anos e o sexo feminino. Os sinais e sintomas mais comuns são: vertigem, abolição da audição, zumbido, mudança na postura e no equilíbrio. Podendo ocasionar contratempos secundários, como fobia a quedas, constrangimento de executar tarefas em público, problemas para realizar atividades cotidianas e cuidados pessoais, comprometendo assim a qualidade de vida. Uma das alternativas para a terapêutica do paciente vertiginoso é a reabilitação vestibular. Dentre seus principais objetivos destacam-se a promoção da estabilização visual, a melhora da interação vestíbulo-visual no decorrer de movimentos do crânio, o progresso da estabilidade estática e dinâmica em divergências sensitivas, e queda da sensibilidade durante manobras da cabeça. A partir disso, o presente artigo tem por objetivo mostrar a importância da Reabilitação Vestibular para o manejo do paciente com distúrbio vestibular, demonstrando quais manobras são utilizadas nesse tipo de terapia através de um relato de caso, além de destacar sua eficácia frente as demais terapêuticas para conduzir as vestibulopatias e, também, discutir sobre as incapacidades provocadas pela doença e o sentimento do paciente perante essa situação. É uma pesquisa qualitativa e exploratória com o objetivo de proporcionar maior familiaridade ao tema proposto.

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Publicado
2019-12-09
Como Citar
Paula, A. S., & Bastos, A. S. M. (2019). Reabilitação vestibular - uma importante proposta para o manejo das Vestibulopatias: Relato de Caso. Revista De Saúde, 10(2), 49-55. https://doi.org/10.21727/rs.v10i2.1681
Seção
Relato de Caso