Relevância do estudo da Bioética no contexto acadêmico de profissionais de saúde: relato de experiência

Resumo

Introdução: O estudo da Bioética no Brasil é recente e se iniciou a partir de 2001, com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação da Saúde, quando institucionalizou-se enquanto disciplina na matriz da graduação. Refletir sobre seu ensino em cursos de saúde, enfatizando a relevância da temática na formação profissional é o objetivo deste estudo. Material e Métodos: Para tanto utilizou-se o relato de experiência dos pesquisadores membros do Núcleo de Pesquisa em Bioética e Espiritualidade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié, Bahia, Brasil, bem como a literatura disponível em bases de dados virtuais a respeito do ensino da Bioética nos cursos de saúde. Resultados e Discussões: As grandes transformações sociais ocasionadas pelo surgimento de novas tecnologias expõem os profissionais de saúde a conflitos éticos em suas práticas, tornando reconhecida a importância do estudo da Bioética durante sua formação. Para além do treinamento técnico, é necessário desenvolver competências subjetivas que o auxiliem no manejo humanizado de dilemas morais. Diversos questionamentos são feitos acerca destas habilidades, bem como sobre as metodologias ideais para atingir tal finalidade. Considerações Finais: Este estudo demonstra que ter a disciplina Bioética na matriz curricular é um aporte basilar relevante no enfrentamento de situações morais referentes à profissão. Todavia, continua sendo necessário investir no aprimoramento da metodologia de ensino da bioética, de modo a preservar seu caráter inter e transdisciplinar, favorecendo um aprendizado compatível com a prática dos profissionais de saúde.

Palavras-Chave: Bioética. Pessoal de Saúde. Universidades.

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Biografia do Autor

Amanda Cafezeiro, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

Psicóloga, Especialista em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Membro do Núcleo de Pesquisa em Bioética e Espiritualidade, Departamento de Saúde II da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié/BA, Brasil.

Annaterra Araújo Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Enfermeira, Mestranda em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil

Sérgio Donha Yarid, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Professor Doutor, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Ana Lúcia Gonçalves de Oliveira Cunha, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Advogada, Especialista em Direito Constitucional Aplicado (UNICEUMA), graduanda em Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia(UESB), Membro do Núcleo de Pesquisa em Bioética e Espiritualidade, Departamento de Saúde II da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié/BA, Brasil.

Felipe Barros Castro, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Graduando em Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia(UESB), Membro do Núcleo de Pesquisa em Bioética e Espiritualidade, Departamento de Saúde II da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié/BA, Brasil.

Publicado
2020-06-16
Seção
Espiritualidade e Saúde