A violência como regra

intolerância e paranoia no mundo administrado

Autores

  • Cristiane Souza Borzuk Universidade Federal de Goiás/Universidade Federal de Jataí
  • Tiago Carvalho Lombardi Tosta Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.21727/rm.v12i1.2510

Resumo

Resumo: O objetivo deste texto é analisar as determinações sociais e subjetivas que tornam as diferenças interpessoais ameaçadoras para os indivíduos, produzindo nestes o ódio e a intolerância. Investigou-se os entrelaçamentos entre indivíduo e sociedade que favorecem o surgimento de comportamentos intolerantes, tornando-os uma espécie de regra dentro da vida social regida pelo capitalismo administrado. Com a realização deste estudo foi possível verificar que há uma tendência inerente às sociedades administradas a promover o modo de funcionamento psíquico paranoico em seus indivíduos, resultando em uma lógica de violência e intolerância como um mecanismo para a manutenção da própria coerência interna. Ao tornar-se um “existencial social”, a paranoia deixa de ser uma categoria exclusivamente clínica para se tornar um modelo de administração da sociedade, produzindo e reproduzindo nas subjetividades as suas características fundamentais. O referencial teórico e metodológico é a Teoria Crítica da Sociedade.

Palavras-chave: Intolerância. Paranoia. Violência. Indivíduo. Sociedade.

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Biografia do Autor

Tiago Carvalho Lombardi Tosta, Universidade Federal de Goiás

Acadêmico do curso de Psicologia da UFG/Jataí.

Participante do Programa Institucional de Iniciação Científica.

Membro do Núcleo de Estudos Frankfurteanos.

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Publicado

2021-04-27

Edição

Seção

Dossiê Temático II: Literatura e Educação