Revolta de escravizados na ilha de Santiago: fragilidade e inconsistência governativa em Cabo Verde (1835)

Autores

  • Alan de Carvalho Souza Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.

DOI:

https://doi.org/10.21727/rm.v12i1.2480

Resumo

Este artigo apresenta a inédita revolta escrava ocorrida na ilha de Santiago, Cabo Verde, que objetivou o apoderamento dos quartéis, do paiol de pólvora e a morte dos proprietários; revelando a fragilidade da guarnição existente e a consequente incapacidade de resposta. Ocorrida após a seca que se abateu sobre o arquipélago no início da década de 1830 e, posteriormente, à proibição do comércio de escravizados pelo Brasil, a insurreição de dezembro de 1835 é mais uma ocorrência da agitada e instável década. O levante exemplifica, uma vez mais, a inconsistência da governação na conflagração de sublevações, neste caso no império português.

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Publicado

2021-04-27

Edição

Seção

Dossiê Temático I: Psicologia, Direito e História